segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

#MaratonaAperteOPlay: Clube dos Cinco (The Breakfast Club, 1984)

Olá!

E o primeiro filme visto para a #MaratonaAperteOPlay foi “Clube dos Cinco” (The Breakfast Club, no original) dirigido pelo John Hughes e que estreou em 1984. Não sei porque eu nunca tinha assistido esse filme, provavelmente por preguiça de baixar ou esperar passar na televisão (tudo isso, claro, antes de existir o Netflix e nos presentear com streaming). John Hughes é um cara que tem uma bela reputação, que é citado como um dos melhores diretores de todos os tempos e como a cara dos anos 80, então eu não esperava menos dele. Um resumo antes de toda a resenha: “Clube dos Cinco” é muito bom, mas poderia ser genial.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

#MaratonaAperteOPlay

Eu sou uma fiel seguidora da Bárbara do "Letras de Batom" lá no Youtube porque ela fala sobre várias coisas que me agradam, desde livros até maquiagem. Semana passada ela postou um vídeo sobre uma tal maratona de cinema que me deixou pensando em tentar seguir, afinal eu estou de férias e filmes tomam apenas duas horas do meu dia, seria muito mais rápido e fácil do que uma maratona literária, não é mesmo?

A tal maratona era a #MaratonaAperteOPlay, da qual a Bárbara e mais catorze youtubers estão participando, entre eles a Morgana do “Literalmente Vlogando”, que eu curto também. Dentro de vinte dias, período determinado para a maratona acontecer (aliás, ela já está acontecendo), o participante precisa assistir a dez filmes, escolhidos de acordo com categorias. Ninguém me convidou para participar, mas vocês sabem que eu sou metida, então vim aqui contar isso para vocês e também apresentar a minha lista de filmes.



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Sobre uma tarde agridoce

Para ler ouvindo "Blue Afternoon" da Leighton Meester

Caminhando com uma vagareza sem igual, como que para esticar ao máximo os dez passos que precisava dar, ela olhou o relógio com as sobrancelhas apertadas e sentiu seu coração diminuir tanto de tamanho que doeu. O sol já tinha dado seu lugar ao mais lindo crepúsculo que ela já tinha tido a oportunidade de ver, o frio da noite já estava fazendo seus pelos se arrepiarem e seu ônibus logo passaria no ponto. Ela tinha consciência de que precisava ir embora, mas como fazer seu corpo realizar que precisava se despedir dele? Os olhos dela ergueram-se de súbito quando a voz grave dele soou, despertando-a da letargia da despedida.  
- Já está na hora? – ele perguntou, continuando a caminhada até se afastar das pessoas que também esperavam o ônibus como ela. Ele tinha as mãos enterradas nos bolsos dos jeans, protegendo os dedos do vento. 
- Sim – ela conseguiu responder, sentindo que a voz teria falhado se respondesse mais do que a afirmativa curta. Caminhou até ficar de frente para ele, erguendo os olhos castanhos para encarar os redondos dele. 
Não disse mais nada, apenas esticou os braços para frente e esperou enquanto ele entendia aquele convite e respondia com um esticar rápido de seus próprios braços para envolve-la. O abraço não durou mais do que dez segundos, mas ela pode sentir a eternidade passando ao redor deles, sem atingi-los de verdade. Sua cabeça repousou, encaixada perfeitamente na curva do pescoço dele, estrategicamente posicionada a receber todo e qualquer cheiro que vinha de sua pele. 
Ele tinha um cheiro específico, que ela não conseguia explicar, mas que sabia reconhecer mesmo quando se encontrava entre outras notas. Era quente e aconchegante, como uma cama confortável que se apresentava ao final de um dia cansativo de trabalho. Ela gostava daquele cheiro, gostava mais do que admitia. “Eu consigo sentir o seu cheiro”, tinha dito mais cedo, quando o sol ainda não tinha se escondido no horizonte. Não era comum que ela distinguisse cheiros, mas com o dele era diferente. Ela tinha conseguido catalogar aquela essência e poderia evoca-la quando quisesse. 
O abraço dele era forte na medida certa, não subjugava e não se deixava subjugar. O peito largo conseguia acomodar todo o tronco dela, enquanto os braços em sua cintura ajudavam a escondê-la do mundo real. Poderia ficar ali o dia inteiro, de olhos fechados e mente anestesiada, sentindo a respiração rápida dele bater de leve na pele nua de sua bochecha e roçando de leve as pontas dos dedos no tecido grosseiro e ardente da jaqueta xadrez que ele usava. Quase não sentiu quando as mãos dele passearam por seu cabelo, bagunçando os fios curtos como se não fizessem nada, leves como se não existissem. 
Um arrepio irremediável tomou conta de todo seu corpo quando ele depositou rapidamente um beijo em sua testa, transformando toda a posição em que estavam na calçada. Ela não tinha mais o rosto encaixado na curva do pescoço dele, de repente, mas se encontrava plantada em frente ao corpo largo dele, apenas sentindo enquanto os lábios desciam de sua cabeça para tocar com extrema gentileza sua testa. Ele ainda tinha as mãos em sua cintura e ela sentiu mais um arrepio quando o queixo de barba rala tocou a ponte de seu nariz, ensaiando uma descida lenta que ela sabia que não viria. 
Abriu os olhos de súbito, encarando os olhos dele com os seus quase fora de foco e desviou para o ponto de ônibus. Deu um pulo desconcertado ao perceber que o coletivo já estava ali, deixando que as pessoas entrassem e avisando silenciosamente que ela precisava ir embora. Olhou mais uma vez para os olhos dele, segurou seus braços com as mãos e se esticou nas pontas dos pés para tocar inesperadamente a bochecha dele com seus lábios. 
Desceu das pontas dos pés em uma corrida desvairada até a porta entreaberta do coletivo, deixando que suas mãos escorregassem por entre as dele, que tentavam leve e inutilmente impedir que ela partisse.

Conto escrito em uma tarde agridoce, onde tudo poderia ser se nada fosse o que fosse. Inspirado pela música "Blue Afternoon" da Leighton Meester (com link no início da postagem) e inspirado pela vida real.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A crise dos vinte e cinco

Contando exatos dois meses para o futuro, esta que vos fala estará completando seu primeiro quarto de século, o que quer dizer que eu vou ter que apagar 25 velinhas de cima de um bolo de um só sopro e fazer um desejo. Eu apenas me dei conta do que tudo isso significa dias atrás, quando eu realizei que eu não sou nada daquilo que eu achei que eu seria quando chegasse aos vinte e cinco anos.

Eu não sou uma super profissional em algum lugar bacana, eu não tenho um namorado e eu não tenho uma perspectiva incrível de futuro. Tudo bem que eu consegui terminar uma faculdade e já descobri o que eu quero ser quando crescer, mas eu ainda moro com meus pais e estou morrendo para pagar as poucas contas que tenho porque eu estou desempregada.

sábado, 9 de maio de 2015

O Final #30DiasdeDesafiodeEscrita

Olá!
Depois desse tempo todo de silêncio, quase um mês, eu venho por meio desse post anunciar que o desafio de escrita está terminado. Não, obviamente, eu não cheguei ao final, aliás, eu não cheguei nem ao meio do troço de tão preguiçosa e descomprometida que sou... sim, admito rsrs

Enfim, acabou.

sábado, 18 de abril de 2015

Dia 14 #30DiasdeDesafiodeEscrita

Olá!

Finalmente, eu vou continuar esse desafio. Não sei porque eu empaquei e não escrevi mais nada, de repente porque o tema desse décimo quarto dia é escrever sobre um super-herói voltando do lado negro da força. BORING. Desculpem, mas foi um saco me manter no tema e eu acho que a coisa ficou mais confusa do que boa, mas tudo bem... Abaixo o meu resultado:

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Dia 13 #30DiasdeDesafiodeEscrita

Olá!


Queria começar esse post dizendo que eu inverti os dias 13 e 14 do desafio porque eu queria escrever a lista antes de escrever sobre o super-heroi. Então, o dia 13 desse desafio vai ser a elaboração de uma lista de quinze itens intitulada "COMO SER...". Eu comecei várias vezes essa lista, com os mais diversos temas, mas nenhum foi para frente. Somente ontem, eu consegui chegar ao tema perfeito, coisa que me ocorreu depois de assistir todos os videos que eu encontrei na internet estrelando minha crush da vez: Evan Peters.

Essa lista se chama "COMO SER EVAN PETERS", mas poderia se chamar "Desculpa para ver vários videos e várias fotos dessa coisa fofa". Abaixo a lista:

sábado, 4 de abril de 2015

"You Make me Hot" de The Donnas por Mariana Bortoletti

Opa!

Eu já falei bastante sobre música por aqui, mas nunca mostrei nada. Há algum tempo, desde a metade do ano passado, mais precisamente, eu venho brincando bastante com o meu violão e tem saído coisas bastante interessantes dele. O que eu mais tenho feito é brincar de criar versões acústicas de músicas que eu gosto bastante. A ideia era trazer sons pop e rock para o folk, mas eu não sou tão talentosa assim, então fica só a tentativa. O primeiro dessa série é "You Make me Hot", uma das músicas que eu mais gosto dessa banda que foi super importante para mim há alguns anos.



E, de novo, nada disso é para ser levado tão a sério.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Dia 12 #30DiasdeDesafiodeEscrita

Olá!

No desafio de hoje, eu deveria imaginar a vida de uma mulher sendo drasticamente mudada no intervalo de três minutos. Eu sou daquelas que acredita que "em segundo tudo pode mudar", mas a minha personagem não. Foi um texto fácil de escrever (o mais difícil foi fechar em 500 palavras, como sempre), mas que tomou um rumo só dele. Quando eu vi, ele já estava escrito, pragmático e desilusório como só ele conseguiu ser. Abaixo o resultado tenso e que eu espero que nunca aconteça comigo:

quarta-feira, 25 de março de 2015

"Dorothy" por Mariana Bortoletti

Olá!

Hoje não tem desafio de escrita aqui no blog porque eu quero mostrar outra coisa. Assim como eu falhei o desafio dia desses para falar sobre o meu cabelo, hoje eu vou falhar o desafio para mostrar um curta metragem (ou esquete, ainda tenho que descobrir!) escrito, atuado e editado por mim. O show de uma mulher só!


terça-feira, 24 de março de 2015

Dia 11 #30DiasdeDesafiodeEscrita

Olá!

Antes de tudo, eu quero pedir desculpas pela última postagem do desafio que eu fiz aqui (os dias 9 e 10) e que ficaram uma boa bosta. Não, ficaram uma porcaria de bosta. Não consegui escrever o poema e estava tão cansada naquele dia que escrevi um parágrafo ridículo sobre a primeira coisa que vi na minha esquerda. Para compensar, escrevi um texto maior hoje e que dá uma visão geral e muito legal de um livro que eu venho escrevendo e aprimorando desde 2009. Sim, desde 2009!

O desafio de hoje, do décimo primeiro dia, me pedia para escrever uma história que começasse com "Nunca mais, é uma promessa" e eu resolvi escrever um trecho do meu livro baseado nessa frase. Não é uma cena original do livro, na verdade, mas eu estou escrevendo o dito cujo (e modificando) há seis anos, então é capaz de essa cena entrar no corte final da história. Enfim, o texto abaixo:

segunda-feira, 23 de março de 2015

Dias 9 e 10 #30DiasdeDesafiodeEscrita

Olá!

Então, já comecei a faltar com a escrita por motivos de "não conseguir". O desafio do nono dia era escrever um poema livre sobre a fórmula da felicidade e eu não consigo de jeito nenhum escrever um poema. Não consigo escrever frases curtas, rimar ou qualquer coisa que fique parecida com um poema. Nem música, obviamente. Então, eu vou pular o nono dia de desafio, galera. Me julguem, mas não vai ter poema no Cometa de Ideias.

Já o décimo dia de desafio, mais acessível, me pedia para olhar para a esquerda e usar o primeiro objeto que eu vi como metáfora para uma ideia abstrata. É muito abstrato, metáfora e subjetividade para uma mesma frase, mas eu olhei para a minha esquerda e encontrei um baú grande de madeira que meu pai fez para mim no ano passado. Vamos lá:

sexta-feira, 20 de março de 2015

Dia 8 #30DiasdeDesafiodeEscrita

Olá!

O desafio de hoje foi bem difícil de começar porque eu não tinha a menor ideia de como ilustrar uma situação incomum para um encontro. Resolvi pegar parte de uma experiência que eu tive e inventei todo o resto. Na verdade, 90% desse texto é ficção. 98%, talvez? Enfim, esse oitavo dia de desafio me pedia para descrever o encontro de duas pessoas que se conheciam em uma situação incomum. Eu tentei:

quinta-feira, 19 de março de 2015

Dia 7 #30DiasdeDesafiodeEscrita

Olá!

Atrasei alguns dias, mas aqui estou para postar o texto do sétimo dia de desafio de escrita! O desafio de hoje é MUITO parecido com o desafio do primeiro dia (que eu adaptei), então aqui vai mais um texto em que eu tive que encaixar palavras aleatórias e montar um texto plausível. As palavras dessa vez eram ÁRVORE, AVÔ, CAIXA e PASTA DE DENTE. Eu soube, desde que vi a palavra avô, que eu deveria escrever sobre a casa onde o meu avô morou durante muito tempo antes de falecer. Eu sempre perambulei por aquela casa, sempre brincando no pátio, correndo e andando loucamente pelo pomar. Eu amo aquele pomar! Já tive vários sonhos com aquela casa, de tanto que eu gosto dela. Mas, a questão, é que, desde que meu avô faleceu, a casa está entregue às traças e não é mentira quando eu digo que está completamente diferente do que era antes. Uma pena. Abaixo, o texto:

domingo, 15 de março de 2015

Dia 6 #30DiasdeDesafiodeEscrita

Ok, eu sei que eu deveria ter postado esse desafio ontem, mas eu resolvi não levar o calendário dele tão a sério e pular um dia. Eu precisava escrever alguma coisa sobre meu corte de cabelo novo e achei que ontem deveria ser o dia do corte de cabelo e não do sexto dia de desafio, portanto, aqui vai o post sobre o dia 6. O desafio do sexto dia me pedia para listrar os meus maiores cinco medos e escrever uma história para cada um desses medos, onde os meus personagens passagens por essas situações que me dão medo. Foi bem difícil listar meus cinco medos porque eu percebi que, na verdade, os meus medos são bem ridículos e não renderiam boas histórias. Mesmo assim, eu escrevi duzentas palavras sobre os meus maiores cinco medos: morrer, ficar sozinha na vida, ser estuprada, cair de uma altura alta e ter que matar um rato. Vamos ao resultado!