terça-feira, 27 de outubro de 2009

Memória, Diário e Escrita

Ontem a noite, puxei uma agenda antiga, do ano de 2004, da minha estante de livros. Ela é exótica, tem a capa vermelha, escrita em baixo relevo, com uma fitinha vermelha que marca o dia. Pois bem, eu sempre quis fazer alguma coisa legal com ela, mas nunca tive muito o que fazer. Eu sempre tive pena de apenas riscar nela, como eu faço com as outras agendas, tanto que, se ela tem alguma página riscada, são, no máximo duas. Nunca entendi muito bem o meu amor por aquela agenda. Mas, ontem, ao puxá-la para longe da estante e sentar sobre a minha cama, com ela no meu colo e na mão direita uma caneta antiga da Betty Boop, eu soube. Parece coisa do destino, porque ao colocar a caneta nas páginas feitas de papel reciclado e terminar de escrever a data, ela virou um diário.