sexta-feira, 30 de julho de 2010

#CalmariaFeelings

Faz algum tempo que eu não escrevo nada muito pessoal por aqui. Até porque eu não gosto de expor muito as coisas muito pessoais. Mesmo que o propósito de um blog seja o de usá-lo como se fosse um daquelas clássicos diários escritos a mão, não me sinto bem escrevendo as coisas bobas que eu penso sem muita seleção e aquela coisa de pensamento profundo. Mas sabe que eu cansei de escrever coisas muito pensadas e deu...? Por isso decidi nem pensar muito e vir escrever esse post. Com certeza não vai ser nada bacana se comparado com outros posts elaborados mais parecidos com artigos, cheios de referências e tal, mas esse post vai se aproximar bastante do objetivo dos blogs.


O que me chamou até aqui para um post pessoal, finalmente, foi um #calmariafeelings. Acho que a culpa é da minha música preferida da semana: Academia da Sia. Também tem culpa a minha mais nova mania, que é ficar lembrando do passado constantemente. O culpado por isso tem nome e ele sabe quem é, então não preciso dizer nada mais. É meio estranho para mim, depois de muito tempo, escrever algo tão pessoal, então, aviso mais uma vez, vai ser estranho de ler. Eu costumo seguir uma lógico um tanto estranha quando escrevo sem roteiro. Eu costumo ir e voltar nas datas cronológicas mais rápido do que os filmes brasileiros.

O que Academia e lembranças da escola tem a ver com isso? Não faço ideia! Só sei que esses dois fatores me fizeram ficar mais próxima de mim mesma. É estranho que eu ando repetindo com frequência a coisa do "Estranho", como se fosse uma palavra que definisse tudo. E, se eu pensar bem, pode ser de defina mesmo. Academia é uma música linda, tem uma letra que pode ser encarada com duplo sentido e anda me ajudando a dormir. Eu tenho uma dificuldade de dormir quando não escuto música e até algum tempo atrás, escutar música pesada me fazia dormir mais rápido. Hoje, não mais. Academia foi um achado.

Juro que eu fiquei tentada a apagar todo esse post e recomeçar apenas falando sobre Academia. Sim, porque eu hesito em escrever sobre coisas que as pessoas mais próximas e que, se por ventura acabarem lendo o post, entenderão com mais clareza sobre o que eu falava. Mas, vamos lá. Meu segundo assunto era a coisa das lembranças de escola e a válvula de propulsão. Eu não cito nomes. Nunca citei e nem vou começar a citar, até porque não precisa. Lembranças sempre são despertadas por alguma coisa e essa coisa responsável veio como surpresa. Nunca imaginei. E quando digo que nunca imaginei é porque eu nunca imaginei mesmo!

Sabe aquela coisa que acontece e que deixa a gente com a cara no chão? Não a cara no chão, propriamente, mas com uma vontade louca de publicar em um jornal um pedido de ajuda para conseguir entender? Eu estou assim até agora. Eu fiquei pasma e mal consegui me recuperar. Acho que, não, eu tenho certeza que essa coisa toda de ficar lembrando da escola é uma forma de eu tentar encontrar alguma coisa no passado que me de uma luz. Mas é inexistente. Não tem referência nenhuma no passado que me esclareça alguma coisa. É tudo de agora, mas como isso surgiu agora?

Eu tenho um trauma da escola. É como se fossem aqueles filmes americanos ao estilo Carrie, a estranha. E como sempre, eu sou a Carrie. O mocinho pode não ter nada a ver, mas ele tem amigos. Juro que na maior parte do tempo, eu ajo como uma espécie de Carrie vidente. Eu sei o que vai acontecer, tento me certificar de que não aconteça e praticamente me jogo embaixo do balde com sangue de porco. Dramático, mas é uma analogia ao que eu senti no inicio. Eu pensava sempre: Ok, é uma visão. Um pesadelo. Daqui a pouco eu acordo. Mas não é! Pelo menos até agora, não aparentou ser.

E o melhor é que eu estou curtindo. Levando. As coisas estão calmas e não é só por causa da música da Sia. Também tem grande ajuda dessa voz maravilhosa, mas as coisas estão acontecendo ao redor de Academia, como se apenas estivesse faltando o fermento. E agora, será que as coisas engrenam?

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