quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mais uma de amor

Meu primeiro post retrô. Sim, porque esse texto que apresento agora foi escrito há dois anos atrás, quando a criatura que vos fala tinha recém completado dezoito anos. Eu gosto de ler textos antigos, porque gosto de fazer análises e paralelos com minhas opiniões atualmente. Muitos dos textos antigos servem apenas para fazer esse paralelo, ou porque não são interessantes, ou porque eu não compactuo mais com aquela opinião, mas esse eu achei interessante... Mariana falando de amor? É raro.


"Realmente, não lembro de onde tirei esse título. Sei que risquei o primeiro, porque eu lembrava de onde tinha tirado. É mais divertido quando não sabemos de onde tiramos o titulo porque aí a gente se alegra em escrever abaixo dele, só pensando de onde ele surgiu e procurando informações na nossa cabeça que nos tenha levado até o tal título. Qualquer coisa vale, referência à música, a fala de um filme, frase de um livro e por aí vai... Desde que junte as informações soltas. No amor é mais ou menos assim.

Quem já não se sentiu incompleto e procurou um amor? O maior erro, garanto. A outra pessoa não nos completa, e sim, nos ajuda a sabermos o que é melhor para nós mesmos, deixando que nós nos completemos sozinhos. O que eu sei sobre isso? Claro. Sou apenas uma garota de 18 anos, moro com meus pais, adoro literatura e sou solteira. E quem disse que uma garota solteira como eu não entende de amor? Quem disse que uma garota da minha idade nunca apanhou da vida amorosa? Ah, já apanhei e além disso, presto muita atenção nas coisas a minha volta. Atitudes de pessoas, olhares e sentimentos. Observo o mundo do meu pequeno território e apesar de não ter muita experiência ou melhor, erros amorosos (Sim, porque as pessoas costumam chamar seus erros de experiência) no meu currículo, eu sei o que se passa.

Perdoar quando queremos esquecer. Deixar de lado quando não sabemos que no futuro vamos nos arrepender. Acharmos que a pessoa é único na vida. Podemos nos enganar e muito. Acho que aí entra a metafora do título. Quando achamos uma pessoa que parece nos completar e que mostra ao nos olhar que gosta, nós perdemos a razão e acamos esquecendo do resto. Acabamos esquecendo o que aconteceu anteriormente em nossas vidas, porque cada vez que conhecemos alguém, juramos que aquele é o primeiro que amamos de verdade, quando, na realidade, é só mais um. Acabamos esquecendo que aqui dentro ainda existe alguém, embora lá fora só o outro interesse. Acabamos esquecendo que existem outras pessoas no mundo a quem recorrer e que simples explicações não tiram a mágoa de dentro dos nossos corações. Acabamos esquecendo que um dia fomos felizes e que nada daquilo deveria ter acabado.

O amor não é como um texto. Não tem um final bonito com belas palavras alinhadas, mas termina com dor e principalmente lágrimas. Porque ninguém é de ferro. Quando o amor chega ao fim, é que percebemos que tudo aquilo era maravilhoso e que nós mereciamos mais um pouco. Sempre nos dá vontade de voltar no tempo e aproveitar mais daquilo. Já que nos fazia tão bem. Definitivamente o amor não é como um texto, mas eu ainda vou descobrir de onde tirei aquele título."
Julho/2008

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Se sinta à vontade para comentar o que quiser sobre o artigo lido, apenas mantenha o respeito às pessoas.