terça-feira, 3 de maio de 2011

Go With the Flow

Faz algum tempo que eu não escrevo nada muito pessoal por aqui. Parece que essas páginas vão ser multiplicadas e cada palavra vai chegar a todos os lares brasileiros. Blogs pessoais funcionam melhor com pessoas que escrevem sobre si mesmas e seus pensamentos mais profundos no papel. Não adianta, os diários não vão desaparecer por causa da internet. Só que o meu problema é que eu não consigo mais desabafar nas páginas de diários ou qualquer outro tipo de livro onde as pessoas guardam suas memórias.

O meu problema é que eu não consegui colocar toda essa bola de energia para fora e não explodi ainda. Não é raiva e não tem nada a ver com tristeza. É só estranheza. Estranheza comigo mesma. Não estou me reconhecendo. Três anos sem nenhum contato mais forte e sem nenhuma conversa mais profunda me deixou assim. Me deixou distraída comigo mesma. Com o que eu sinto. E é justamente com o que eu estou sentindo que eu estou preocupada.

Eu não estou mais conseguindo ser racional e, até mesmo, fria como eu era antes. O que eu tenho me perguntado mais seguidamente nesses três dias que se passaram é “Onde está a Mariana que reinou durante três anos? Aquela Mariana que ia com a correnteza?” Hoje, me parece que ela esteve aqui esse tempo todo, mas estava desacordada, mas que com o pequeno incentivo que veio de fora resolveu quebrar todas as minhas defesas e me expor.

Não vou mentir, estou me sentindo uma idiota; uma menina de doze anos. E eu não gosto de me sentir assim. Eu achava que tinha desenvolvido uma certa evolução psicológica nesse campo da minha vida, mas pelo que eu estou vendo não desenvolvi. Eu passo, então, a achar que isso é uma característica minha. E assim como no post do “Carrossel da Nostalgia”, eu desenvolvo um pensamento durante o post e no final encontro minha solução. Acho que é para isso que serve escrever em diários e livros de memórias.

Caramba, como é difícil tentar desenvolver qualquer coisa aqui sem citar nomes ou sentimentos. Eu não gosto disso, mas mesmo assim, eu acho que tenho medo de deixar tantos detalhes aqui assim. Ainda mais quando eu alardeei o nome do blog justamente para o motivador desse post. Mas eu acho que vou tentar relaxar e esquecer que eu tenho a maldita síndrome de Carrie, a Estranha.

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