segunda-feira, 18 de julho de 2011

Devaneios na Madrugada

"Minha mente nem sempre tão lúcida, fértil, meu deu a voz..."

Preparei a postagem de hoje quando ainda era ontem, deitada na minha cama, esperando o sono chegar. Eu tenho uma certa dificuldade para dormir porque meus pensamentos nunca param de acontecer e nunca me dão uma trégua para eu poder descansar; então, lá estava eu, pensando ao invés de dormir, quando eu levantei da cama e resolvi escrever o que eu estava pensando em um pedaço de papel. Pode até ser brega hoje em dia, mas eu ainda escrevo certas coisas em papel ao invés de publicar ou sair contando por aí. Eu tenho uma super dificuldade em sair contando por aí certas coisas, para dizer a verdade.


E eu tenho me sentido tão envergonhada por conta do que tem acontecido dentro da minha cabeça, com sentimentos e emoções, que eu não encontro a menor coragem de colocar isso para fora. Pelo menos, sem ter uma gota de alcool no organismo, porque eu literalmente viro outra. É sério. Coloco óculos no rosto, um cachecol roxo e viro a compreensível Mariana que conta segredos por aí e diz: veja bem... Não é esse o objetivo da coisa. O objetivo da coisa é eu divagar sobre algo que vem me incomodando e me fazendo sentir a última das mortais, uma pessoa malvada!

E é claro que seria sobre ele. Sim, qual bizarrice vem poluindo minha cabeça? Ele. Um cara qualquer, com uma aparência comum, com um papo comum, com objetivos que qualquer um pode ter. E porque me incomoda? Não sei, simplesmente não sei. Acho que é exatamente essa simplicidade que emana por todos os poros dele e que é super dificil de se encontrar hoje em dia. Acho que é o humor duvidoso e algumas atitudes infantis que abrilhantam o diamante bruto.

Mas é claro também que não sou eu a escalada para lapidar esse diamante. Não. E é exatamente isso que vem me deixando maluca. É isso que faz com que eu me sinta culpada, imaginando que eu sou uma pessoa ruim, uma mulher ruim, como aquelas que a minha mãe xinga. É, minha mãe tem o talento. Eu fico pensando no outro lado da moeda e eu piro ainda mais. PIRAR, está virando palavra de ordem. PIRAÇÃO, o que vem regendo meus sonhos povoados com essas maluquices de menina culpada sem ter feito nada.
É, eu não fiz nada. Meu único pecado está na minha imaginação. Onde eu me deixo divagar e fazer um paralelo... A loucura está em imaginar coisas onde não existem. É traçar paralelos onde nunca existirão paralelos. É imaginar que se eu lapidasse esse diamante a coisa seria mais divertida, mais irresponsável, enquanto nas mãos da real lapidadora, a coisa é séria, comprometida.

Então, eu seria a bebedeira na madrugada e ela, o vinho durante um filme? Eu seria o jogo da garrafa e ela, o jogo de truco? Eu seria uma revista em quadrinho e ela, um livro de Machado de Assis? Eu seria um baseado e ela, um cigarro mentolado? Não há jeito algum de ver a coisa assim no mundo real, mas elas acontecem aqui dentro, na minha mente nem sempre tão lúcida, fértil, que me deu a voz...!

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