terça-feira, 13 de setembro de 2011

Joss Stone, uma inspiração. Por que não?

Eu não gosto de perguntas pessoais. Não enquanto eu esteja sóbria. E isso porque eu nunca vou responder a verdade. Se é sim e eu tenho vergonha disso, eu vou dizer que não. Se é sim e eu não tenho vergonha disso, eu vou desconversar e não vou responder. Essa semana eu tive que responder uma das perguntas mais chatas que alguém já me fez. Não foi exatamente pessoal, mas a resposta dessa pergunta revela muita coisa sobre mim e isso é bem pessoal. Pensei em desconversar, pensei em não levar isso adiante, mas acho que eu preciso divagar para mim mesma o porquê de a Joss Stone se tornar uma inspiração para mim.

Tudo começou em 2004 quando eu olhava televisão e vi a propaganda da trilha sonora de alguma novela e um pedaço de Right to be Wrong começou a rolar na tela. Minha primeira impressão foi pensar que aquela loirinha não podia cantar daquele jeito. Era demais para uma pessoa só. Como eu não tinha internet na época, a coisa era escutar rádio e torcer para tocar alguma música dela ou assistir a tal novela e torcer para que a música tema tocasse. Nunca dei sorte. Nunca escutei Joss nas rádios e nunca mais do que dois segundos de música em cada uma das novelas em que as músicas dela foram trilha.

Eu dei mais sorte com os impressos. Até hoje ainda tenho guardados recortes de entrevistas com ela e matérias de cadernos culturais e revistas adolescentes. Minha admiração por ela cresceu quando eu descobri que ela era apenas três anos mais velha do que eu e tinha apenas dezesseis anos quando gravou o primeiro CD e começou a fazer sucesso. Então a internet chegou e eu pesquisei muito sobre ela e escutava as músicas no youtube, porque ainda não sabia baixar músicas. Eu passei a adorar a voz dela, o jeito dela se vestir, a maneira delicada com que ela falava com os entrevistadores e principalmente o modo como ela enxergava o mundo.

Admiro isso até hoje, por isso ela está entre as pessoas que me inspiram.

Eu não a conheço pessoalmente, quem me dera ter tido essa sorte, mas ela me passa impressões que não vão sair da minha cabeça tão cedo. Joss tem uma alegria permanente, uma sensibilidade para com as pessoas e um amor imenso pelo que faz. Talvez seja essa a minha principal admiração por ela: a paixão pelo que ela faz. Isso é mais do que visível em qualquer video de apresentação dela ou video de gravações de músicas. Ela fecha os olhos e deixa a música fluir através dela, como se fosse apenas mais uma coisa rotineira, como caminhar.

E as opiniões dela são ótimas, dignas das impressões que ela passa. Dizer que não se importa que as pessoas baixem suas músicas, que é a favor do compartilhamento de música na internet porque acha que música nasceu para ser compartilhada, não é coisa para qualquer um. Ela afirma que a arte pode nos salvar e que as cores podem nos libertar. Talvez seja por isso que ela pinte as unhas dos pés de cores diversas e que tenha lançado o terceiro disco chamado Colour me Free, quando largou a gravadora EMI para ser feliz.

É por isso e por muito mais que eu tenho a Joss Stone como inspiração. Porque ela ama o que ela faz; porque ela foi abençoada com uma voz maravilhosa que me deixa arrepiada; porque ela acredita que música pode nos salvar; porque ela cuida do próximo em voluntariados; porque ela respeita o público dela e porque ela faz tudo isso tendo apenas vinte e quatro anos. E eu com vinte e um, ainda não sei o que fazer da minha vida... Haja inspiração.

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