sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Resenha: uma em um milhão

A história é sempre a mesma: abrir um editor de texto, colocar os dedos a funcionar e tentar ser coerente ao digitar as palavras certas para expressar o que eu senti lendo tal livro. Fácil. Não, nem um pouco. Pelo menos, não com um livro do qual eu tenha gostado muito. Essa história sempre acaba com o editor de texto perguntando se eu quero salvar as três linhas que eu escrevi e comigo levantando da cadeira e amaldiçoando ser tão inútil a ponto de não conseguir resenhar um livro.

O dito cujo que mais me fez achar que eu sou uma inútil nesse campo foi On the Road. Não consigo mais contar nos dedos as vezes em que eu comecei uma resenha e não fui adiante por conta dos elogios e das palavras desconexas que eu usava para definir situações ou modo de narrativa. É assim, quando eu gosto muito de um livro, eu não consigo expressar o porque de eu ter gostado como uma pessoa normal faria. Eu fico falando que é demais, que não dá para se passar uma vida sem ler tal livro e que é indispensável tê-lo na estante, mas meus argumentos não funcionam quando estou eufórica. Quer dizer, ele ao menos existem.

Isso é prejudicial e não acontece apenas com livros. Acontece com filmes, acontece com teatro, acontece com vídeos de macacos surfando. Não que eu goste de ver macacos surfando ou ache interessante macacos surfando. Ultimamente, eu tenho descoberto que as pessoas fazem tantas coisas que eu julgava serem apenas comigo que não me surpreendo de encontrar outras pessoas com esse mesmo bloqueio. Acredito que seja uma coisa normal, mas sei que vou entrar em crise quando terminar A Guerra dos Tronos e não conseguir expressar todo o amor que tenho pela história em uma resenha. Se preparem.

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