domingo, 23 de outubro de 2011

Transpirar música. Sim, isso é possível.

Pela quantidade de posts musicais que eu venho fazendo nesse blog, parece que o que me motiva mais do que a leitura é a música. E isso é certo. Apesar de fazer mais de dois meses que eu não escuto música quando dentro do ônibus, eu respiro música em outros horários e em outras ocasiões. Tenho um gosto musical variado, mesmo não aturando Funk e Pagode, e já tentei ser uma rockstar. Quem nunca tentou? A diferença é que existem pessoas que nascem para isso, que são tocadas pelo dedo mágico de Euterpe (musa grega da música) quando são recém nascidos, enquanto outros, como eu, tentam, aprendem um instrumento, mas não passam disso. Também têm aqueles que não tem talento e que tem dinheiro para entrarem nesse mercado, mas isso é outra coisa e não cabe a esse post.


Transpirar música. Sim, isso é possível, como eu disse no título do post. E analisando as apresentações de três artistas, eu vi a transpirar sair em dó maior, em si menor e fá sustenido. O mundo da música não seria a mesma coisa sem elas e sem o toque de Euterpe, elas seriam apenas mais uma. Agradecemos à Euterpe, então, porque assistindo Grace Potter, Ana Cañas e Allison Robertson sobre um palco não há maneiras de dizer o contrário.

Grace é a vocalista da banda Grace Potter and the Nocturnals e desde sempre viveu de música, respirou música e fez música. É dona de uma voz poderosa, de talento para diversos instrumentos e uma letrista invejável. Suas músicas seguem um estilo sessentista e ela me conquistou no primeiro minuto do clipe cover de White Rabbit de Jefferson Airplane, uma das minhas preferidas também. Grace é talentosa e em menos de um minuto é possível se arrepiar assistindo os vocais bem feitos e a coordenação ao tocar e cantar. Minha preferida é Stop the Bus e talvez isso tenha bastante a ver com o ar libertário que ela passa enquanto canta. Não é fã de sutiens, adora franja e gravou a música trilha de Enrolados. Infelizmente a banda não é muito conhecida pelo mundo afora, embora o talento de todos eles devesse ser reconhecido.

Para honrar nosso país, eu acredito que ninguém melhor do que Ana Cañas. Mais conhecida no universo da MPB, ela é jovem e um recém descoberto talento. Foi cantando ao lado de Nando Reis e, logo em seguida, interpretando Cazuza no Som Brasil que ela ganhou meu coração. Ela é linda, nada convencional em vestimentas e tem um cabelo que eu invejo até o último fio. Para completar, é autodidata e todas as músicas do Cazuza se encaixaram perfeitamente em sua voz grave. É uma letrista talentosíssima e transpira música em suas interpretações. Eu acredito que esse seja o maior forte da Ana, a interpretação das músicas, que assim como Adele, me deixa arrepiada. Não é nada convencional que eu goste desse tipo de música, mas a Ana me conquistou por esse talento todo que não reconhecido nacionalmente. O preconceito com a música brasileira é grande e tão cedo Ana não virá a ser uma artista do povo, embora tenha todos os artifícios para isso. Não é pessimismo, é realismo. Infelizmente.

E eis que a última é a mais amada por mim. Minha inspiração no mundo da guitarra e aquela em quem eu me inspirava (e ainda me inspiro) para ser uma rockstar. Allison é sexy, é talentosa e é esforçada. Desde criança ela toca guitarra porque aprendeu com o pai. É guitarrista da banda The Donnas, minha favorita, e ela não poderia estar de fora desse post. Allison transpira música, transpira talento e transpira garra. Da formação original da banda, ela sempre foi aquela que mais me impressionou quando no palco. É dona de uma presença incrível e os movimentos que ela faz beiram o ridículo se analisados friamente, mas ganham um brilho especial porque não se consegue prestar atenção em outra coisa que não os dedos dela voando pelo braço da guitarra e a expressão satisfeita que ela esboça.

Apesar de eu falar apenas de três, tenho menções honrosas à Adele, que me encanta com seu sentimento e suas letras, e à Amy Winehouse, que mesmo do alto da constante embriaguez conseguia cantar como ninguém. Também à Loreena McKennitt, que é uma letrista fabulosa, uma instrumentista com mais de cinco instrumentos muito bem tocados e incomuns no currículo e inspiradora cantora de New Age. Eu pretendia incluir Joss Stone na conta, mas ela tem um post especial para ela, porque ela merece, engloba todas as características que eu apresentei aqui. E, curiosamente, todas elas são mulheres. Tenho essa veia feminista, como todos sabem.

Um comentário:

  1. Música é o que move o mundo!
    Pelo menos o meu, e pelo visto, o seu também...

    É um bem necessário. E eu também me incluo na turma que já quis ser rockstar (eu AINDA me incluo nessa, mas como não canto e não toco nada, fico só no querer mesmo haha)

    =*

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