domingo, 22 de abril de 2012

O problema da convivência.

Um amigo disse a seguinte frase numa tarde dessas: “não há amor que resista a convivência” e eu, mais do que prontamente, completei: “esse é o meu medo”. Eu nunca gostei da convivência, sempre tentei evitar encontrar um parceiro todos os dias, trabalhar com ele, estudar com ele, porque eu sei que eu enjoaria da pessoa, diria coisas que eu não queria e poria em risco a relação. Eu dou razão ao meu amigo, mas ao mesmo tempo fico pensando no futuro. Será verdade mesmo, que uma relação começa a acabar quando a convivência começa?


Eu tive um namorado na adolescência e nós éramos colegas de escola. Estudávamos na mesma classe, tínhamos os mesmos amigos e pensamentos um pouco diferentes. Duramos seis meses juntos. O término aconteceu por uma série de motivos, mas o principal era que eu não aguentava vê-lo todos os dias, em todas as aulas. Eu gosto bastante de uma música da Joss Stone que diz: “Você não ouviu dizer que a ausência faz o coração sentir saudade?” Depois desse relacionamento, eu passei a usar essa frase para a vida e ainda hoje ela impera. Eu gosto de sentir saudade, acho que dá um pouco mais de sentido e veracidade ao relacionamento e, também, uma vida útil maior... Mas ao mesmo tempo, me vem a máxima: e quando o namoro se transforma em juntar as ‘escovas de dente’ ou em casamento?

Eu fico imaginando conviver com uma pessoa, conviver com a pessoa que eu gosto. Para esse campo, eu tenho mais um exemplo. Uma amiga morou na minha casa durante um ano. Resultado: quase o mesmo do namoro de adolescência. Nós brigamos por coisas idiotas e estamos há alguns sem nos falar. A convivência parece desgastar qualquer tipo de relação e é aí que entra o meu medo. Eu me apaixono, começo a namorar e depois de algum tempo a relação vai caminhando para um lado mais sério e a proposta de ‘juntar as escovas de dente’ surge... Será que a relação sobreviveria? Acho que o meu problema maior não é a convivência em si, mas a ideia de que a convivência pode estragar uma relação legal.

Não é um medo bobo... eu tenho alguns exemplos.

Um comentário:

  1. aprendi com meus pais q numa relação a dois na mesma casa tem q haver renúncia. cada um tem q renunciar a seus gostos pessoais em prol da vida em comum. Vida essa que foi uma decisão das duas partes e não de uma só. Acho que se mais pessoas enxergassem dessa maneira não haveria tanta discórdia entre pessoas que moram juntas.

    bjo pra ti, chefa.

    ResponderExcluir

Se sinta à vontade para comentar o que quiser sobre o artigo lido, apenas mantenha o respeito às pessoas.