sábado, 28 de dezembro de 2013

Em 2013, eu...

... escrevi um TCC
para quem não sabe (ainda), eu faço faculdade de Museologia na UFRGS desde 2009 e, desde o início da faculdade, eu já tinha tomado uma decisão sobre o meu trabalho de conclusão de curso: eu queria trabalhar com literatura de qualquer jeito, fosse trabalhar memória e biografia, fosse a publicidade que um livro dá a um museu, fosse a representação do museu na literatura; e foi com a última possibilidade que eu resolvi trabalhar. Escolhi um livro de literatura ficcional que se passasse dentro de um museu (Assassinato no Museu Smithsonian, Margaret Truman, 1991) e fui atrás de teorias sobre imaginário, representação, museus de história e literatura policial. Oitenta páginas depois, e uma apresentação de dezoito minutos, eu recebi elogios e puxões de orelha e terminei com um A. Ótimo.

... tive um conto publicado
no começo de 2013, a Editora Draco anunciou uma nova antologia de contos e abriu uma chamada para recebimento de contos. Eu adoro essa iniciativa da editora, porque, além de dar uma chance a novos autores, ainda se aproxima dos leitores... Eis que eu escrevi um conto, enviei para a editora e esperei até junho para saber se o meu conto tinha sido escolhido ou não. Ele tinha. Eu era uma escritora publicada finalmente! O livro de contos se chama "Meu amor é um sobrevivente" e conta com oito contos sobre pessoas sobrevivendo juntas em um ambiente caótico. O meu conto é o primeiro do livro, se chama "A Cidade do Eterno Verão" e se passa em um futuro quente e desértico, em que as poucas florestas que restam foram cercadas por nações poderosas e onde as pessoas são obrigadas a sobreviver em um deserto, viajando de cidade em cidade. O livro já está em pré-venda no site da editora.

... terminei a faculdade
eu comentei ali em cima que estou há cinco anos na faculdade. Pois então, já estava na hora de eu me formar... Terminei o último estágio curricular nesse semestre, terminei com os últimos créditos eletivos que me faltavam e apresentei meu TCC. É isso. A formatura só acontece oficialmente em fevereiro e eu preciso fazer meu registro no COREM para valer, mas acho que já é permitido me considerar uma Museóloga.


... viajei sozinha pela primeira vez
no início do ano, eu fiquei sabendo que dois amigos meus da faculdade se casariam em junho. Como nenhum dos dois é natural de Porto Alegre, era de se imaginar que o casamento seria no interior do estado e foi. A cerimônia seria realizada na cidade de Pejuçara (eu sei, eu também perguntei "pê o que?" quando ouvi da primeira vez) e isso queria dizer algumas horas de estrada. Eu e mais dois colegas subimos em um ônibus em Porto Alegre para chegar em Santa Maria, onde encontramos uma professora e o marido dela e fomos de carro até Cruz Alta, onde nos hospedamos. Fomos para o casamento à noite em Pejuçara e, durante a volta de carro no outro dia, almoçamos em Santa Cruz do Sul. Exagerando, pode-se dizer que fizemos quatro cidades em dois dias. E eu fiz isso sem a minha família pela primeira vez.

... viajei para fora do estado pela primeira vez (e sozinha)

para não dizer que eu nunca tinha pisado fora do meu estado, quando eu tinha nove anos, eu atravessei uma ponte em Torres com o meu pai, coloquei os dois pés em Santa Catarina e voltei. Nesse ano, minha amiga Camila me convenceu a enfrentar cinco horas de ônibus até Florianópolis para visitar uma amiga em comum que nós temos. Não poderia ter sido melhor. Essa amiga mora na Costa da Lagoa, uma espécie de bairro isolado do restante da cidade e que fica na beira de uma lagoa (dã) onde só dá para se chegar de barco. Lá dentro tem cachoeira, dá para nadar na lagoa, dá para fazer caminhadas em trilhas; sem mentira, é um paraíso. Me abriu horizontes, aflorou um lado de mim que estava adormecido... Revigorante e revelador.

... virei uma feminista de fato (e sem vergonha disso)
eu sempre fui feminista, mas eu nunca tinha percebido isso ou ligado para isso de verdade, mas aí eu descobri uns sites feministas, umas páginas no facebook que falavam do feminismo e eu comecei a acessar todos os dias para ler mais e mais sobre. No final de tudo, eu era uma feminista sem vergonha de dizer que era uma (já que muita gente acha que existe alguma vergonha em defender a igualdade entre sexos. dã.) Eu comecei a militar nas ruas (Marcha das Vadias, principalmente), no facebook, nas minhas rodas de amigos, com o meu namorado na época e com a minha família. Dá problema em quase todos esses círculos, mas quem liga?

... descobri que posso ser uma maquiadora amadora
Promise Phan, MadeULook, KlairedeLys... Gurus da maquiagem do Youtube que me inspiraram a pegar meus pincéis de maquiagem e as várias maquiagens da minha mãe para experimentar cores e desenhos no meu próprio rosto. Eu não fiz nada muito bom ou que se dê para copiar, mas experimentei.

... descobri que posso ser uma cabeleireira amadora (também)
LaDollyVita33 e Loepsie, principalmente, são as minhas vloggers e gurus de cabelo favoritas. Foi com elas que eu aprendi a fazer as diversas variações de tranças e foi com elas que eu aprendi a me arriscar nos mais diversos penteados tirados de filmes e séries. Eu também me arrisquei a reproduzir alguns... Nada muito difícil ou inspirador (novamente), mas eu me arrisquei.

... virei uma metida a artista

essa questão da arte é uma coisa inerente em mim, embora eu não seja um prodígio ou uma artista mega talentosa. Eu sempre gostei de desenhar, de pintar e de modelar coisas. Eu não sei pintar quadros e não sei fazer esculturas, mas nesse ano, eu enchi ainda mais as paredes do meu quarto com desenhos, arrisquei pintar um par de sapatilhas e trançar uma tiara, por exemplo. Culpa da minha viagem para Costa da Lagoa e da KlairedeLys.

... li mais livros teóricos do que de ficção
engraçado que, quando o ano começou, eu tinha prometido ler mais livros de ficção do que eu tinha lido no ano passado (o que me deixava com uma meta de cinquenta livros, mais ou menos), mas com o TCC isso se tornou impossível. De repente, eu estava lendo livros com títulos como "O Foco Narrativo" e "Os Bastidores do Museu de História", enquanto "O Corcunda de Notre Dame" e "O Morro dos Ventos Uivantes" eram esquecidos na estante.

... me inscrevi no vestibular
para terminar o ano, nada melhor do que perspectiva para o futuro, então ainda em outubro (antes de conhecer Costa da Lagoa e sofrer uma ótima lavagem cerebral), eu me inscrevi para o vestibular de Letras na UFRGS, uma coisa que eu queria há muito tempo. Letras é um sonho para mim, tem um currículo que me fascina desde que eu estava na metade do curso de Museologia e eu sei que, quando eu conseguir estudar lá, vai ser tudo tão lindo! Agora me resta estudar o máximo que eu conseguir e passar.

Um comentário:

  1. Já aviso de antemão, a Língua Portuguesa é uma droga extremamente viciante kkkk

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