terça-feira, 10 de março de 2015

Dia 1 #30DiasdeDesafiodeEscrita

Olá!

Mal comecei o desafio e já fiquei seis dias sem postar. Calma, calma, eu tenho uma explicação! Eu estava com amidalite. Na verdade, ainda estou tomando remédio e passei os últimos dias bastante inútil, então era tentar escrever qualquer coisa que o meu cérebro pifava e eu precisava dar um tempo da escrita (e da leitura, então, estou super atrasada com o Poeira Literária!). Mas, hoje estou melhor e resolvi colocar a cabeça no desafio, então, VAMOS LÁ!

Para o primeiro dia, o desafio era entrar em um site e fazer alguma coisa que eu não tinha entendido direito. Admito que tentei entrar no site e ele não carregou, então eu joguei tudo para cima e criei um desafio novo para o primeiro dia. Abri o dicionário dez vezes com os olhos fechados e passei o dedos pelas páginas aleatoriamente até encontrar dez palavras para escrever um pequeno conto. São elas: GRADIL, CONFERÊNCIA, REVÓLVER, GRISALHO, KIT, INCUBAR, CORDEIRO, RECUAR, INCOMPETENTE, ALUNO. Dez palavras que não tem nada a ver uma com a outra, mas que eu tinha que juntar e criar um conto.

Abaixo o resultado:


"O gradil de madeira não era suficiente para separar aquela reunião do resto do mundo, mas humano nenhum seria capaz de reconhecer palavras por entre os balidos agudos e infantis dos cinco cordeiros que discutiam seu futuro. Eles estavam sentados um de frente para o outro, na segurança de sua língua desconhecida da espécie predadora. O mais velho deles, um cordeiro tão novo quanto os outros, mas que se separava dos carneiros e ovelhas por apenas um mês, balançava a cabeça de lã macia para os lados, enquanto discursava em um balido agitado que soava infantil demais para seu humor. "Eu não acho que o kit que eu inventei seja tão desnecessário assim", ele argumentava, olhando para todos os outros com urgência. "Eu quero crescer e poder ver a minha lã ficar grisalha!". Os outros se olharam. Crescer, envelhecer... Não era esse o destino daqueles cinco cordeiros. Aliás, eles, ao menos, sabiam se a lã de uma ovelha podia ficar grisalha. "Vocês já pararam para pensar no quão cruel é o tratamento que nós estamos para receber?", ele perguntou e os outros negaram com a cabeça. "Eles nos criam nesse gradil, nos deixam longe de nossas mães e antes que o tempo chegue nos atingem com uma bala daquele revólver nojento e nós viramos churrasco!", o mais velho continuou, sentindo que tinha falado demais, que estava começando a assustar os cordeiros mais jovens, ao mesmo tempo em que achou que eles precisavam disso. Os mais novos sabiam o destino que lhes aguardava porque já tinham visto o que acontecia com aqueles que se aproximavam da idade do mais velho, mas eles preferiam não pensar. Qualquer menção ao destino causava nervosismo e os fazia recuar. "O seu kit não é tão eficiente assim", proferiu o mais novo dos cordeiros, uma coisinha fofa que mais parecia feito de pelúcia. O mais velho o tinha como seu aluno mais querido, embora ele fosse um pouco incompetente na hora de pensar sozinho. "Eu sei que juntar nossas habilidades para escapar daqui não é o que se pode chamar de um belo kit de proteção, mas se vocês quiserem incubar a ideia, dar por encerrada essa conferência e esperar a morte chegar, estejam à vontade", ele disse por fim, sem esperança no olhar de presa e observou, ainda mais desesperançoso, enquanto os outros cordeiros começavam a se levantar e a deixar seus lugares na reunião. Eles não gostavam de pensar no destino, nem em discuti-lo e, muito menos, desafiá-lo."

Uhhhh. Um pouco de Revolução dos Bichos, um pouco de vegetarianismo e um pouco de fantasia. Bem a minha praia.

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