quinta-feira, 19 de março de 2015

Dia 7 #30DiasdeDesafiodeEscrita

Olá!

Atrasei alguns dias, mas aqui estou para postar o texto do sétimo dia de desafio de escrita! O desafio de hoje é MUITO parecido com o desafio do primeiro dia (que eu adaptei), então aqui vai mais um texto em que eu tive que encaixar palavras aleatórias e montar um texto plausível. As palavras dessa vez eram ÁRVORE, AVÔ, CAIXA e PASTA DE DENTE. Eu soube, desde que vi a palavra avô, que eu deveria escrever sobre a casa onde o meu avô morou durante muito tempo antes de falecer. Eu sempre perambulei por aquela casa, sempre brincando no pátio, correndo e andando loucamente pelo pomar. Eu amo aquele pomar! Já tive vários sonhos com aquela casa, de tanto que eu gosto dela. Mas, a questão, é que, desde que meu avô faleceu, a casa está entregue às traças e não é mentira quando eu digo que está completamente diferente do que era antes. Uma pena. Abaixo, o texto:


"Era a primeira vez, em dez anos, que eu passava em frente à casa que meu avô morou por mais de cinquenta anos. Eu podia fechar os olhos e descrever com perfeição todos os detalhes da fachada e todos os cômodos porque eu tinha a impressão de ter passado mais tempo lá do que na minha própria casa durante toda a minha infância. A casa de madeira simples sempre tinha sido laranja e eu adorava a sacada de concreto que rodeava a fachada. Uma escadaria de cinco degraus, difíceis de subir pelo tamanho grande que tinham, levavam até a porta de entrada e eu lembrava que a casa era alta do chão, então eu podia me abaixar para olhar por debaixo dela e ainda conseguir enxergar o outro lado do terreno. E terreno era o que não faltava ali. Pelo menos, quinze metros separavam a entrada da casa do portão de metal marrom e um pomar tão grande quanto o terreno onde estava a casa se estendia do lado direito. Eu sorria sempre ao lembrar daquele pomar. Onde, nos dias atuais, no meio da cidade grande, uma casa teria um pomar? Porém, meus olhos se encheram de lágrimas quando eu vi no que a casa tinha se transformado naqueles dez anos que se passaram desde a morte do meu avô. A casa laranja estava em pedaços, a sacada de concreto tinha sido destruída, mais duas casas tinham sido construídas no pátio frontal e o pomar não acomodava mais árvores, mas sim quatro pequenos e assustadores barracos de madeira. Eu sabia que a esposa do meu avô, que não era a minha avó, tinha se transformado na dona daqueles terrenos, mas eu não sabia dela há anos. A tristeza tomou conta de mim e eu não sei explicar o que me fez atravessar a rua e parar em frente à enorme árvore que meu avô mantivera intacta desde que meu pai era criança. A figueira, pelo menos, eu achava que era uma figueira, ainda estava lá, imponente em meio à pobreza e bagunça do lugar. Me aproximei e me abaixei perto da raiz, onde eu lembrava de já ter cavado com as minhas primas e ter tentado escalar com os meus primos. Eu nunca tinha conseguido escalar, mas lembrava de ter enterrado uma caixa de pasta de dentes uma vez com os nomes dos meninos que eu e minhas primas éramos apaixonadas. Obvio que a caixa não estaria mais lá. Ou teria sido desenterrada pelo tempo ou desenterrada por mãos humanas. Eu não iria cavar para tentar encontrá-la também. Eu estava triste com a visão da casa. Só queria ir embora."

Ah, nem tudo nesse texto é verdade. Acho que faz uns cinco ou seis anos que eu não passo em frente à casa do meu avô, não sei o que aconteceu de verdade com o terreno, apenas o que eu meu pai relatou na semana passada, e nunca enterrei uma caixa de pasta de dente com nomes de meninos. Nunca escalei com meus primos, só tentei escalar sozinha. Mas, sabem como é, tudo for the plot's sake.

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