sobre o blog

Quando eu ainda era adolescente, eu li uma matéria bastante extensa sobre blogs em uma edição da revista Capricho. Ela falava sobre a origem dos blogs, sobre o propósito deles e sobre pessoas que estavam fazendo a blogosfera brasileira ser algo relevante. Desde que eu li aquela matéria, o meu interesse por esse tipo de site pessoal apenas aumentou. Já tive blogs em várias plataformas, desde os pré-formatados do UOL até os mais livres do wordpress, mas foi em 2007 que eu cheguei ao Blogger e onde montei minha casa. Na época, eu tinha um blog genérico chamado Fantástico Mundo, onde eu publicava besteiras sobre artistas, trechos de fanfics minhas sobre Harry Potter e textos confusos e mal formatados sobre a minha vida.

O nome não era nada original e nem mesmo o layout (que eu mudava de semana em semana), então, em algum dia de pensamentos turbulentos para a Mariana de 19 anos, já em 2009, eu resolvi investir naquele espaço que eu chamava de meu na blogosfera e dei luz ao Cometa de Ideias. A ideia veio como um raio e, quando eu percebi, o layout, o logo e o nome estavam em pleno funcionamento. Não sei de onde veio esse nome, por falar nisso, mas ele combina perfeitamente com o mundo de coisas que existem aqui: pensamentos que vem e vão sem explicação nenhuma, que chegam rápidos e sorrateiros, ainda que previsíveis, e que, mesmo que apenas por um momento, deixam as pessoas em êxtase.

Nesses quase dez anos de existência, o Cometa de Ideias já passou por altos e baixos, já virou diário pessoal e site para reunir crônicas do dia a dia, já virou blog literário que deu origem a um canal no youtube (o Poeira Literária, para os curiosos), já foi berço de algumas amizades, mas continua resumindo tudo o que eu sou. Esse é um daqueles sites pessoais que deixa as pessoas entrarem e se identificarem porque fala sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo. Não existem amarras nesse espaço da blogosfera porque não existem amarras que prendem a minha mente, afinal, esse blog, nada mais é, do que uma representação da minha mente conturbada nesse território estranho que chamados de internet.

Bem vindo ao inevitável!