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Mostrando postagens de 2013

Da dicotomia acomodação/solteirice

E aqui estou eu solteira novamente*.
Depois de um ano de um namoro que me abriu horizontes e me deu milênios de experiência, eu me vejo solteira novamente. Mas não comecem a sentir pena de mim ou a perguntar se eu estou bem, porque eu estou. Claro que a gente sempre vai sofrer um pouquinho, vai derramar algumas lágrimas, mas nada que não dê para sobreviver. Eu estou bem comigo mesma, usei o término como desculpa para me livrar de muita coisa que não me agradava mais (como roupas, papéis e livros que eu não ia ler mesmo) e para organizar a minha vida.
Eu posso dizer que sou expert em términos, porque meus relacionamentos duram o tempo exato para a paixão acabar, o que significa que eu coleciono relacionamentos que tiveram um ano, dois meses e até uma semana. Mas o que isso tem a ver com o título do post? O conceito de "acomodação" fazendo uma dicotomia com o conceito de "solteirice" também me soou estranha na primeira vez que eu pensei nisso, mas depois de algum tempo…

Joss Stone, uma inspiração Pt.2

Faz quase dois anos que eu escrevi um post em que falava sobre Joss Stone ser uma inspiração para a minha vida e eu posso dizer que algumas coisas mudaram desde então. Eu fiz vinte e três anos, me formo no fim do ano na faculdade, tenho a pretensão de iniciar outra faculdade no final do ano, nesse ano ainda será lançado um livro de contos com um conto de minha autoria, Joss lançou mais dois álbuns, fez mais shows no Brasil (cancelou o de Porto Alegre, no entanto, então eu não pude vê-la) e fez vinte e seis anos. A única coisa que não mudou foi o fato de que ela continua sendo a minha inspiração de vida, uma pessoa em quem eu me espelho completamente.
E pensando bem, não foram só os itens da lista citada acima que mudaram. Na verdade, enquanto eu pensava sobre escrever essa espécie de update para aquele antigo post, eu percebi que a minha percepção sobre a Joss mudou bastante; não exatamente mudou, mas aumentou. Talvez seja porque eu esteja vendo muito mais entrevistas dela (graças ao m…

Criaturas sobrenaturais e sua subjetividade

Na noite passada, eu assisti um filme que eu nunca tinha sentido vontade de ver, mas que, como estava dando na televisão, resolvi dar uma chance: O Lobisomemcom o Benício del Toro. Um monstro ataca pessoas num vilarejo, o personagem do Benício del Toro é mordido, trama vai, trama vem, meu pai comenta que "bom que fizeram um lobisomem e não um homem que se transforma em lobo". Isso me fez franzir a testa porque a todo momento, eu pensava que um lobo humanóide é bobagem e que o melhor mesmo é um homem que se transforma em lobo. Para mim, a mágica está mais presente onde a essência humana é devorada totalmente pela do animal, mas para o meu pai o interessante é quando o monstro faz jus à palavra lobisomem. E eu fiquei surpresa quando isso me levou a pensar nas criaturas da Stephenie Meyer e nas nossas representações favoritas desses monstros.
Essas criaturas sobrenaturais são subjetivas demais para que a gente dê só uma representação para elas. Não que eu esteja defendendo o Clã…

Admirável Mundo Estereotipado

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Há algum tempo atrás, as pessoas pareciam ser mais fáceis de se ler, de se interpretar e de se classificar; sim, por que o que seria do ser humano se ele não pudesse classificar as coisas e criar estereótipos para tudo?! É sabido queos brasileiros gostam de carnaval, que as portuguesas têm bigode, que os árabes são terroristas e que meninos jogam Call of Duty. Eis que com a chegada desse abençoado mundo globalizado, de informação rápida e livre expressão, as coisas mudaram e essa classificaçãovai sendo esquecida, porque o mundo não é mais preto e branco, com suas delimitações de personalidade e preferências, mas se torna mais cinza a cada instante.E eu tenho que admitir que, nesse caso (no caso de desmatamento, não) eu prefiro o cinza.
Foi um episódio da ótima The New Normal que me deixou mais certa disso. Na trama do episódio, dois homens estavam sob suspeita de serem gays pelas namoradas apenas porque apresentavam comportamentos e gostos que homossexuais apresentam. Ao final descobri…

Feminismos e subversivos

Se alguém me perguntasse, eu não saberia dizer quando exatamente o meu feminismo aflorou, mas foi no ano passado que eu me dei conta de que eu era uma feminista. Eu sempre fui dessas que queria direitos iguais em tudo perante a sociedade, que nunca se importou em sair na rua com a depilação atrasada, que nunca achou que 'mulher' e 'homem' eram papeis biológicos e que queria o fim imediato do patriarcado e da cultura do esturpo. Depois de superar os meus próprios preconceitos, eu me classifiquei como feminista e não me importo nem um pouco com o que as pessoas possam pensar disso porque eu sei que é puro preconceito.

No senso comum, a feminista é uma mulher de cabelos curtos, estilo masculino, comportamento rude, não-depilada, lésbica e odiadora dos homens. Essa é uma imagem que se perpetuou, principalmente, depois da primeira onda do feminismo (aquela que originou o voto feminino) e foi mantida e disseminada por aqueles que não estavam gostando nada de a mulher ter a ou…

'Liberal Arts' e a arte de namorar alguém mais velho

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Eu adoro filmes indie e quanto mais indie, com atores desconhecidos, roupas incríveis e uma história que poderia estar em um livro para jovens adultos, melhor. Então, entre os meus favoritos está Like Crazy e o novo Liberal Arts, com a apaixonante Elizabeth Olsen. Quem diria que eu me apaixonaria por uma trama que parecia extremamente manjada? Porém, eu me apaixonei por tudo naquele filme e eu sei que eu me apaixonei porque eu me identifiquei com o final realista, sensível e revelador que ele teve.